VIRTUDES DA EDUCAÇÃO :PARTE II


Caro leitor, sem correr risco de ecletismo, ao tentar responder o que não se sabe, sobre as conceituais ações de suas perguntas, e correndo o risco de responder de forma incompreendida, venho aqui expor minhas ideias a cerca das virtudes da educação. Em suma as Virtudes são qualidades em moral particular e vem do grego e latim. Virtude é a disposição de um indivíduo de praticar o bem; sendo a constância desses hábitos que e chega ao caminho do bem. Há virtudes intelectuais, virtudes essas ligadas à inteligência e as virtudes morais, que são relacionadas com o bem.
A virtude do, intelecto consiste na capacidade de aprender com o diálogo e a reflexão em busca do verdadeiro conhecimento. É na busca da razão e em supor o que é certo e o que é errado que surge a virtude moral, por sua vez, a ação ou comportamento moral, é o hábito que é considerado bom de acordo com a ética. Virtude intelectual é aquela que nasce e progride graças aos resultados da aprendizagem desenvolvido no processo educacional, e a virtude moral não é gerada em nós por natureza, é o resultado do hábito que nos torna capazes de praticar atos justos, claros e coesos.
Para Aristóteles, não existem virtudes inatas, todas se adquirem pela repetição dos atos, que gera o costume, e esses atos, para gerarem as virtudes, não devem desviar-se nem por falta, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida, longe dos dois extremos. dessa forma me arrisco a responder com simplicidade ao que me pergunta: Quais as virtudes do tempo presente? Creio que a tecnologia é o maior paradigma do tempo presente no campo educacional e do tempo futuro. A informações estão muito aliada as ideias de tecnologia no contexto atual. A tecnologia, em geral, passa a ser entendida como o desenrolar de várias informações a respeito do mundo virtual que nos cerca.
O reflexo dessa realidade está presente no cotidiano escolar na forma em que o professor passa a perceber sua profissão como um mero emprego que necessita de “valorização”. A valorização econômica se dá a partir de uma valorização moral. O trabalho acima de tudo é fonte de vida, ao passo que, um emprego é fonte de mera renda. Sendo assim as virtudes perpassam alem do caráter intelectual o caráter moral.
Mas como formar jovens nessas essas virtudes? Essa seria a sua segunda indagação e nesse momento recorro a Aristóteles que já nos dizia, que ninguém nasce virtuoso e, ao contrário, o mundo que percebemos é suficiente, e nele a perfeição está ao alcance de todos os homens, e dessa forma podemos ser o que realmente queremos ser. Para formar jovens em um presente diferente e deixar- lós, preparados para um futuro também diferente, teremos que ensinar o que é preciso ensinar. Devemos ensinara aos jovens a viverem neste mundo tão diferente do eles imaginam ser e parafraseando Veigas, na letra da música, tudo que queremos ser, diríamos eles:
Somos o Que Queremos Ser (Viegas)
Somos o que queremos ser
Não somos livres pra viver
Se queremos uma chance
É preciso aprender
Aprender a ouvir e não somente escutar
Aprender a se pôr e não somente estar
Aprender a ofertar o que se quer cobrar
Aprender a fazer e não somente falar

É necessário ensinar aos jovens a ouvir, ofertar a fazer e diante de tudo, ensinar a se pôr e não somente estar. Com as virtudes morais e intelectuais, seria o caminho para a educação virtuosa no futuro distante.
   BEATRIZ COUTINHO
Sobre o Autor
Mestranda em Desenvolvimento em Meio Ambiente, pela Universidade Federal do Piaui-UFPI, Licenciada em Biologia, especialista em Educação Ambiental, Gestão e Supervisão Escolar, Docência do Ensino Superior, Saúde Publica. Prof.ª da Rede pública

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